Vivemos numa sociedade cada vez menos conservadora mas mesmo assim os mais sabedores os ditos “velhos” que ainda por cá andam, a grande maioria não consegue compreender esta “nova moda” de gostar de alguém do mesmo sexo. É fácil debruçarmo-nos á luz de 50 ou 60 anos já passados e compreender o porquê desta não-aceitação por parte da população mais velha da nossa nação. Se pensarmos que eram pessoas que quando nasciam ou ainda em pequenos eram destinados a alguém, um vizinho, um filho dos amigos dos pais ou alguém próximo a quem se devia alguma coisa ou se achava que se devia. Naquela altura devia-se muito mais respeito uns aos outros que nos anos que correm, por isso também não se conheciam tantas drogas, crimes ou gente mal intencionada… Mas para além do respeito as pessoas entre ajudavam-se e muitas vezes prometiam-se as mãos das próprias filhas ao filho dessas pessoas que os ajudavam em “tempos difíceis”…
Pessoas que nasciam ou cresciam destinadas a um Homem ou Mulher, não tinham como fugir ao dito “destino”, o destino somos nós que o fazemos, mas isso é nos dias de hoje, os antigos não pensavam nem agiam desta forma, às vezes acho que somos uma geração muito privilegiada e nem conta disso nos damos… Mas voltando ao assunto das gentes mais sabedoras, como poderiam eles fugir aos que lhes estava destinado? Não podiam… Não se conhecem muitos casos de Homossexualidade nas décadas atrás referidas, não quer dizer que não houvesse homossexuais, mas que não os havia assumidos isso jamais, era um escândalo, um ultraje, uma vergonha para a pessoa e para a sua família! Assim se vê como a sociedade muda, os comportamentos mudam, os hábitos mudam e as mentalidades (felizmente) também.
A homossexualidade é cada vez mais um tema actual, não devemos nós, os heterossexuais, rotular e censurar quem tem uma orientação sexual diferente. Tenho alguns amigos gays e digo-vos que tenho com eles conversas que não tenho com outro Homem qualquer, são pessoas sensíveis, emotivas, compreensivas e que recebem nos seus ombros o peso de uma sociedade recriminadora que nem ao menos os deixa, por vezes, apresentarem-se tal e qual como são.
Pensem no seguinte: vocês saíem á rua e têm namorado ou namorada, gostam de mostrar ao mundo como se sentem felizes ao lado daquela pessoa, de andar de mãos dadas, de abraçar, de beijar nem que seja só ao de leve (para os mais reservados), mas mesmo até quem gosta de passar “despercebido” gosta de estar ao lado de quem gosta e puder mostrar ao mundo essa pessoa. Imaginam-se a viver com “amarras” invisíveis na boca que vos fazem não dizer sequer á família o que são sentem ou fazem?
A próxima vez que passarem por uma pessoa gay, na rua, não virem a cara, não censurem com outros, apenas reflictam como é tão importante para aquela pessoa ser respeitada como vocês também o são. Nesta sociedade, por vezes hipócrita, o que importa não é se somos felizes é se o demonstramos com actos e expressões, não é se nos sentimos felizes ou não com os nossos casamentos, mas a forma como perante a família e amigos nos “devemos” mostrar felizes…
Deixem cair as máscaras dos pudores e deixem-se de descriminações, vão ver que a felicidade até será mais fácil de agarrar ;)
*Be happy*

