domingo, 20 de junho de 2010

Ser Gay numa sociedade conservadora...

A pedido de um amigo muito especial hoje vejo-me a braços com uma temática intensa e de difícil abordagem nos dias que correm, especialmente depois da liberalização do casamento dos homossexuais.
Vivemos numa sociedade cada vez menos conservadora mas mesmo assim os mais sabedores os ditos “velhos” que ainda por cá andam, a grande maioria não consegue compreender esta “nova moda” de gostar de alguém do mesmo sexo. É fácil debruçarmo-nos á luz de 50 ou 60 anos já passados e compreender o porquê desta não-aceitação por parte da população mais velha da nossa nação. Se pensarmos que eram pessoas que quando nasciam ou ainda em pequenos eram destinados a alguém, um vizinho, um filho dos amigos dos pais ou alguém próximo a quem se devia alguma coisa ou se achava que se devia. Naquela altura devia-se muito mais respeito uns aos outros que nos anos que correm, por isso também não se conheciam tantas drogas, crimes ou gente mal intencionada… Mas para além do respeito as pessoas entre ajudavam-se e muitas vezes prometiam-se as mãos das próprias filhas ao filho dessas pessoas que os ajudavam em “tempos difíceis”…
Pessoas que nasciam ou cresciam destinadas a um Homem ou Mulher, não tinham como fugir ao dito “destino”, o destino somos nós que o fazemos, mas isso é nos dias de hoje, os antigos não pensavam nem agiam desta forma, às vezes acho que somos uma geração muito privilegiada e nem conta disso nos damos… Mas voltando ao assunto das gentes mais sabedoras, como poderiam eles fugir aos que lhes estava destinado? Não podiam… Não se conhecem muitos casos de Homossexualidade nas décadas atrás referidas, não quer dizer que não houvesse homossexuais, mas que não os havia assumidos isso jamais, era um escândalo, um ultraje, uma vergonha para a pessoa e para a sua família! Assim se vê como a sociedade muda, os comportamentos mudam, os hábitos mudam e as mentalidades (felizmente) também.
A homossexualidade é cada vez mais um tema actual, não devemos nós, os heterossexuais, rotular e censurar quem tem uma orientação sexual diferente. Tenho alguns amigos gays e digo-vos que tenho com eles conversas que não tenho com outro Homem qualquer, são pessoas sensíveis, emotivas, compreensivas e que recebem nos seus ombros o peso de uma sociedade recriminadora que nem ao menos os deixa, por vezes, apresentarem-se tal e qual como são.
Pensem no seguinte: vocês saíem á rua e têm namorado ou namorada, gostam de mostrar ao mundo como se sentem felizes ao lado daquela pessoa, de andar de mãos dadas, de abraçar, de beijar nem que seja só ao de leve (para os mais reservados), mas mesmo até quem gosta de passar “despercebido” gosta de estar ao lado de quem gosta e puder mostrar ao mundo essa pessoa. Imaginam-se a viver com “amarras” invisíveis na boca que vos fazem não dizer sequer á família o que são sentem ou fazem?
A próxima vez que passarem por uma pessoa gay, na rua, não virem a cara, não censurem com outros, apenas reflictam como é tão importante para aquela pessoa ser respeitada como vocês também o são. Nesta sociedade, por vezes hipócrita, o que importa não é se somos felizes é se o demonstramos com actos e expressões, não é se nos sentimos felizes ou não com os nossos casamentos, mas a forma como perante a família e amigos nos “devemos” mostrar felizes…

Deixem cair as máscaras dos pudores e deixem-se de descriminações, vão ver que a felicidade até será mais fácil de agarrar ;)

*Be happy*

sábado, 19 de junho de 2010

Empty Space…

Hoje percebi porque raio nos sentimos ás vezes sós no meio da multidão, porque raio apesar de calmos, logo que vamos para um local mais populado nos invade um mal estar que se torna geral em torno de nós.
Estava a degustar o meu lanche sozinha e apercebi-me que a minha bolha pessoal (distância física que mantenho dos outros comuns mortais) era um raio de uns 5 ou 6 metros… Então comecei a pensar:
As pessoas estão todas tão agitadas, stressadas, andam quase a correr a fazer as suas compras, empurram, falam alto, gritam, incomodam e são incomodadas… O pior é que eu estava bastante tranquila, introspectiva até, fiquei apenas a estudar os comportamentos dos outros e a aperceber-me como agia eu também. Os outros fingiam que não se viam uns aos outros, passando apressadamente sem sequer olhar nos olhos quem lá vinha, eu estava sozinha e sem a mínima vontade de interagir com aquela avalanche de gente doida por se despachar, doida por se apressar de chegar nem sei onde… Costuma dizer-se “Para quê ter pressa se o fim está lá?” e é uma boa verdade… Geralmente tenho realmente pressa quando estou atrasada para um exame, ou para apanhar aquele autocarro, uma vez que só aquele é que posso apanhar, são situações em que não controlo nem posso controlar de forma nenhuma a passagem do tempo. Parece-me a mim que num centro comercial, onde estava hoje á tarde, ninguém sabe o significado da palavra esperar… Dei comigo a querer despachar-me o mais rápido possível daquela confusão para poder continuar a sentir a paz de espírito de até então. Estes fenómenos grupais fazem-me sempre pensar que um indivíduo não é “nada” comparado com a multidão… Também eu me apressei a fazer as minhas compras, no fim…
Eu até sou uma pessoa pacifica, não vou dizer calma porque seria exagero, mas sou bastante pacifica, mas dei comigo a reagir tal e qual como o acumulado de pessoas que estavam ás compras nesta tarde de sábado, a despachar-me e a não conviver com ninguém que lá estivesse, tirando a senhora da caixa, claro está =)…
Acho que quando terminar a minha licenciatura me vou dedicar a estudar os fenómenos grupais ou os comportamentos quando se está no meio de um imenso mar de gente. É frequente repararmos mais nos outros se estamos sozinhos e o mesmo me parece que se aplica ao contrário. É caso para dizer que estamos sozinhos mas acompanhados, mas quem se sente acompanhado num mar de gente estranha e desconhecida que ainda por cima se move com tal rapidez e destreza que mal reparamos neles? Julgo que ninguém. A conclusão que tiro de tudo isto é que se se sentirem sozinhos não devem procurar um local deste género. Aqui ficam alguns conselhos:
* Uma caminhada até á praia;
* Ler um bom livro;
* Seguir uma série de televisão;
* Um jogging;
* Andar de bicicleta;
* Falar com os vizinhos;
* Brincar com animais.

segunda-feira, 14 de junho de 2010





Retiro Espiritual



Retiro Espiritual

É isto, é destas duas palavras que todos, de quando em vez, necessitamos. De um break na nossa vidinha mundana e de dar uma “escapadinha” para longe dos trabalhos, preocupações e stress (esse inimigo número um da sociedade actual que tão bem todos nós conhecemos) …
Dois ou três dias fora do local onde residimos habitualmente poderá ser uma óptima forma de fugirmos á rotina e também recarregarmos baterias para mais alguns meses de trabalho árduo, até às tão desejadas férias.
Quem não gosta de se perder em ruas quase todas “iguais”, de ouvir falar numa língua diferente, de tentar comunicar (mesmo até quando não sabe sequer dizer olá ao interlocutor), de entrar naquelas lojinhas tão típicas que todas as cidades de todo o mundo têm, as lojinhas de recordações? Quem não gosta de passear ao sol, á chuva, com calor ou com frio, mas passear num local onde antes nunca esteve? Até o simples facto de nos perdermos nos faz rir, nos dá graça, nos dá vontade de nem tentar encontrar o caminho e apenas vaguear, vaguear até que o nosso estômago nos lembre que tem fome, pois os nossos olhos e cérebro estão tão embrenhados na beleza das paisagens, monumentos e afins que nem tempo têm para pensar numa necessidade que é básica, parar para comer qualquer coisa…
A nossa vida dá tantas voltas, a grande maioria delas completamente inesperadas, porque não aproveitar quando as oportunidades nos surgem? Não pensar duas vezes e seguir os primeiros instintos, de vez em quando, pode ser muito proveitoso…

Arrisquem mais vezes :)