sábado, 30 de outubro de 2010

O Verdadeiro Gesto de Amor


"Aquilo que de verdadeiramente significativo podemos dar a alguém é o que nunca demos a outra pessoa, porque nasceu e se inventou por obra do afecto. O gesto mais amoroso deixa de o ser se, mesmo bem sentido, representa a repetição de incontáveis gestos anteriores numa situação semelhante.O amor é a invenção de tudo, uma originalidade inesgotável. Fundamentalmente uma inocência..."
(Fernando Namora)

domingo, 3 de outubro de 2010

Pedaços de uma vida:


Actualmente podia descrever a minha vida como uma folha de papel, que muda semanalmente, consoante o local e o grupo de pessoas com quem trabalho… Esta semana tornei a desfolhar uma página deste bonito livro que é a minha vida. Foi uma semana diferente, intensa, de crescimento e aprendizagem para mim. Sinto que estou a tornar-me uma pessoa melhor, a cada dia que passa. Estou mais atenta, mais terna, até mais divertida, mas o mais importante é mesmo o sentir-me cada vez mais feliz! Adoro o que faço e faço o que adoro! Amo fazer os outros sorrir ou rir á gargalhada, apenas porque disse alguma coisa tola, sim porque passo o tempo a dizer tolices, a brincar, a ser eu própria. Poder trabalhar divertindo-me e sendo a 100% eu própria, é fantástico!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Quero pintar a minha vida de todas as cores...

Quando o coração pulsa depressa, a pele se arrepia, as pupilas se dilatam… Este podia ser o inicio deste artigo, esta semana que passou foi realmente, como direi?! Emocionante, tocante, não consigo achar a palavra certa, vou limitar-me a descreve-la…
Começo por sair para uma viagem alucinante até ao fim do mundo… Bom, quase… Confesso que fiquei apaixonada pela beleza do local. Era uma Serra, de um verde intenso e com um cheiro a pinheiro muito característico, cheiro tão característico que o meu nariz de “cão perdigueiro” nunca tinha sentido antes… Foi amor á primeira vista, amei aquela Serra logo que cheguei. Amei aquela Serra, as pessoas com quem pude trabalhar toda a semana, as pessoas que conheci…
Foi uma semana rica em experiências novas, esta semana a minha tarefa era fazer animação com um grupo de pessoas invisuais, tarefa que poderia ter sido muito mais complicada se não estivesse acompanhada por uma veterana no assunto, a quem agradeço desde já toda a ajuda, paciência e ensinamentos transmitidos.
Não há nada que pague a felicidade estampada no rosto de pessoas para quem a felicidade não é mais que uma lembrança á muito distante… Com coragem e determinação todos eles, cada um a seu tempo, se foi libertando, se foi revelando, alguns correram, outros dançaram loucamente, outros pularam… Todos eles nos vêem, TODOS, vêem-nos de forma diferente é verdade, vêem a alma, não o corpo… Imaginam os nossos traços com curiosidade, mas veêm algo que um monovisual não vê de caras, o lado mais espiritual, no fundo, o lado que mais importa ver e conhecer… Não é estranho? Vivemos obcecados com a nossa aparência, com a forma pela qual nos apresentamos perante os outros, um cego também se arranja, claro está, mas é diferente… Os que lidam bem com a cegueira não sentem necessidade de esconder os olhos atrás de uns óculos escuros, esses são aqueles que vivem felizes e que ultrapassaram o trauma deixado pela cegueira.
Outra coisa fantástica que descobri, este grupo tinha a perfeita noção do espaço, eram tão autónomos que sozinhos iam até á tasca num grupinho de 4 ou 5, completamente destemidos e cheios de vontade de beber o seu copito, de tinto, claro está. Para eles 5 minutos sem fazerem nada são uma eternidade, o que é muito fácil de entender, quando não se vê o que está á nossa volta recorremos a outros sentidos, como a audição, para nos mantermos entretidos. A verdade é que mesmo apesar de cada um de nós, que vê, ter feito os mesmos exercícios que cada um deles, mas de olhos fechados, a nossa sensação inicialmente pode ser de desconforto e até algum receio de nos magoarmos, mas o que é bem certo é que daí a uns minutos vamos tirar a venda dos olhos e ver novamente, o que não acontece com eles. O que quero com isto dizer é que por mais que possamos entender o que sentem, nunca será a mesma coisa pois a realidade que vivem vai muito para além do desconforto que podemos sentir por ficar 5 minutos sem ver.
Com esta semana fantástica consegui:
*Dar mais valor á vida;
*Perceber a sorte que tenho ao contemplar com todos os sentidos o que me rodeia;
*Apaixonar-me cada vez mais, pelas pessoas, pelo meu trabalho;
*Entregar-me de alma e coração ao que faço;
*Viver a 100%.

Por último deixo a letra de uma música:

TELA – Santos e Pecadores

Quero pintar a minha vida de todas as cores
quero pintar...por ti
e quando chegar o momento
deixa-te pintar
deixa-te levar
deixa-te pintar
na minha sala sob a luz do luar
perde-te no tempo... deixa-te levar
pintei o teu corpo numa tela
esculpi o teu rosto à luz da vela
pintei o teu corpo... pintei

Quero pintar a minha vida de todas as cores
e vou-me lembrar... de ti
e quando chegar o momento
deixa-te levar
deixo-me encantar
deixa-te pintar
na minha sala sob a luz do luar
perde-te no tempo... deixa-te levar
pintei o teu corpo numa tela
esculpi o teu rosto à luz da vela
pintei o teu corpo... pintei

sábado, 11 de setembro de 2010

Tell me your secrets… Let´s go back to the stars… (COLDPLAY)

Sentada num local magnífico, poderia sentir-me privilegiada, mas falta qualquer coisa… Depois da semana de trabalho e também de diversão que passou, fico com a terrível sensação de que falta algo. Sou cada vez mais obstinada pelo trabalho, presa por sentimentos intensos, por histórias de vida impressionantes, sinto-me a flutuar na minha de cada vez que deixo os meus “anjos” voarem sozinhos, no fim de cada semana de trabalho com todos eles. Falo de jovens incrivelmente talentosos, de jovens cujos passados (nalguns casos) foram verdadeiramente injustos e terríveis, mas que cada um deles é um exemplo da coragem e força que todos devemos ter, frente a qualquer adversidade desta vida.
Esta foi outra semana fantástica, conheci gente genuinamente meiga, amiga, companheira, gente incrível, posso mesmo dizê-lo…
Fico, normalmente, com uma sensação de dever cumprido, no fim de cada semana, mas para além disso, nesta semana em especial sinto-me a flutuar, não sinto os pés assentes na terra, estou ainda a tentar interiorizar tudo aquilo que vivi e aprendi nesta última semana. Há quem me chame neurótica, dramática, eu diria que sou humana, não passo ao lado quando vejo alguém a sofrer, faço até o que me é permitido eticamente falando e o que não é. Ultrapasso barreiras, excedo os meus limites, estico a corda é verdade, mas não passo ao lado daquilo que julgo não dever passar. Além de monitora, tornei-me amiga, sou até às vezes confidente (não que o faça com esse propósito, mas acontece), é nessa altura que fico a saber histórias de vida impressionantes… Cada um daqueles pequenos adultos transporta consigo um peso grande, vivendo com familiares, em instituições, em colégios, sem terem (tal como eu tenho essa sorte, um pai e uma mãe que cuidem de si…)
Não é injusto?
Talvez tenha chegado a hora de contar um pouco mais da minha história: sou filha de pais separados, somos 3 irmãos, todos inseguros na altura de fazer decisões, não somos unidos entre nós e vivemos separados. Há 7 anos o que era uma família de 5 pessoas desmoronou-se e transformou-se em duas famílias, cerca de 3 anos mais tarde saí de casa e fui estudar para fora, sentindo a partir daí que não pertencia nem a uma nem á outra. Tenho uma sorte danada por ainda ter família e hoje, pensando bem no assunto, vejo isso com muita clareza, a verdade é que tem de haver um acontecimento qualquer ou alguma situação trágica, para que nos apercebamos de algo que sempre ali esteve e nunca vimos ou nunca demos valor. A verdade é que se pensares bem tens algo de muito bom que por e simplesmente, não vias, ou vês… Neste trabalho tenho estado a educar jovens sem pais, sem irmãos, que vivem em instituições, em colégios, ou com um familiar, jovens que não têm quase ninguém neste mundo… Sinto-me estupidamente cega porque tenho tudo isso e por e simplesmente (pela distância que se foi criando, com o passar dos anos…) deixei de dar valor. Termino dizendo que me sinto a flutuar e não a andar, sempre fui muito sensível aos problemas dos outros, este fim-de-semana especialmente não tenho o corpo e a alma em sintonia, o corpo move-se independente de uma alma que ficou algures perto dos meus “anjinhos” de quem me despedi ontem…
Espero que esta reflexão partilhada vos faça pensar, na próxima vez que não estejam a ser justos, pensem em tudo aquilo que têm…
Um abraço apertado como aqueles que recebi dos meus meninos esta semana e dos quais já tenho imensas saudades…

domingo, 20 de junho de 2010

Ser Gay numa sociedade conservadora...

A pedido de um amigo muito especial hoje vejo-me a braços com uma temática intensa e de difícil abordagem nos dias que correm, especialmente depois da liberalização do casamento dos homossexuais.
Vivemos numa sociedade cada vez menos conservadora mas mesmo assim os mais sabedores os ditos “velhos” que ainda por cá andam, a grande maioria não consegue compreender esta “nova moda” de gostar de alguém do mesmo sexo. É fácil debruçarmo-nos á luz de 50 ou 60 anos já passados e compreender o porquê desta não-aceitação por parte da população mais velha da nossa nação. Se pensarmos que eram pessoas que quando nasciam ou ainda em pequenos eram destinados a alguém, um vizinho, um filho dos amigos dos pais ou alguém próximo a quem se devia alguma coisa ou se achava que se devia. Naquela altura devia-se muito mais respeito uns aos outros que nos anos que correm, por isso também não se conheciam tantas drogas, crimes ou gente mal intencionada… Mas para além do respeito as pessoas entre ajudavam-se e muitas vezes prometiam-se as mãos das próprias filhas ao filho dessas pessoas que os ajudavam em “tempos difíceis”…
Pessoas que nasciam ou cresciam destinadas a um Homem ou Mulher, não tinham como fugir ao dito “destino”, o destino somos nós que o fazemos, mas isso é nos dias de hoje, os antigos não pensavam nem agiam desta forma, às vezes acho que somos uma geração muito privilegiada e nem conta disso nos damos… Mas voltando ao assunto das gentes mais sabedoras, como poderiam eles fugir aos que lhes estava destinado? Não podiam… Não se conhecem muitos casos de Homossexualidade nas décadas atrás referidas, não quer dizer que não houvesse homossexuais, mas que não os havia assumidos isso jamais, era um escândalo, um ultraje, uma vergonha para a pessoa e para a sua família! Assim se vê como a sociedade muda, os comportamentos mudam, os hábitos mudam e as mentalidades (felizmente) também.
A homossexualidade é cada vez mais um tema actual, não devemos nós, os heterossexuais, rotular e censurar quem tem uma orientação sexual diferente. Tenho alguns amigos gays e digo-vos que tenho com eles conversas que não tenho com outro Homem qualquer, são pessoas sensíveis, emotivas, compreensivas e que recebem nos seus ombros o peso de uma sociedade recriminadora que nem ao menos os deixa, por vezes, apresentarem-se tal e qual como são.
Pensem no seguinte: vocês saíem á rua e têm namorado ou namorada, gostam de mostrar ao mundo como se sentem felizes ao lado daquela pessoa, de andar de mãos dadas, de abraçar, de beijar nem que seja só ao de leve (para os mais reservados), mas mesmo até quem gosta de passar “despercebido” gosta de estar ao lado de quem gosta e puder mostrar ao mundo essa pessoa. Imaginam-se a viver com “amarras” invisíveis na boca que vos fazem não dizer sequer á família o que são sentem ou fazem?
A próxima vez que passarem por uma pessoa gay, na rua, não virem a cara, não censurem com outros, apenas reflictam como é tão importante para aquela pessoa ser respeitada como vocês também o são. Nesta sociedade, por vezes hipócrita, o que importa não é se somos felizes é se o demonstramos com actos e expressões, não é se nos sentimos felizes ou não com os nossos casamentos, mas a forma como perante a família e amigos nos “devemos” mostrar felizes…

Deixem cair as máscaras dos pudores e deixem-se de descriminações, vão ver que a felicidade até será mais fácil de agarrar ;)

*Be happy*

sábado, 19 de junho de 2010

Empty Space…

Hoje percebi porque raio nos sentimos ás vezes sós no meio da multidão, porque raio apesar de calmos, logo que vamos para um local mais populado nos invade um mal estar que se torna geral em torno de nós.
Estava a degustar o meu lanche sozinha e apercebi-me que a minha bolha pessoal (distância física que mantenho dos outros comuns mortais) era um raio de uns 5 ou 6 metros… Então comecei a pensar:
As pessoas estão todas tão agitadas, stressadas, andam quase a correr a fazer as suas compras, empurram, falam alto, gritam, incomodam e são incomodadas… O pior é que eu estava bastante tranquila, introspectiva até, fiquei apenas a estudar os comportamentos dos outros e a aperceber-me como agia eu também. Os outros fingiam que não se viam uns aos outros, passando apressadamente sem sequer olhar nos olhos quem lá vinha, eu estava sozinha e sem a mínima vontade de interagir com aquela avalanche de gente doida por se despachar, doida por se apressar de chegar nem sei onde… Costuma dizer-se “Para quê ter pressa se o fim está lá?” e é uma boa verdade… Geralmente tenho realmente pressa quando estou atrasada para um exame, ou para apanhar aquele autocarro, uma vez que só aquele é que posso apanhar, são situações em que não controlo nem posso controlar de forma nenhuma a passagem do tempo. Parece-me a mim que num centro comercial, onde estava hoje á tarde, ninguém sabe o significado da palavra esperar… Dei comigo a querer despachar-me o mais rápido possível daquela confusão para poder continuar a sentir a paz de espírito de até então. Estes fenómenos grupais fazem-me sempre pensar que um indivíduo não é “nada” comparado com a multidão… Também eu me apressei a fazer as minhas compras, no fim…
Eu até sou uma pessoa pacifica, não vou dizer calma porque seria exagero, mas sou bastante pacifica, mas dei comigo a reagir tal e qual como o acumulado de pessoas que estavam ás compras nesta tarde de sábado, a despachar-me e a não conviver com ninguém que lá estivesse, tirando a senhora da caixa, claro está =)…
Acho que quando terminar a minha licenciatura me vou dedicar a estudar os fenómenos grupais ou os comportamentos quando se está no meio de um imenso mar de gente. É frequente repararmos mais nos outros se estamos sozinhos e o mesmo me parece que se aplica ao contrário. É caso para dizer que estamos sozinhos mas acompanhados, mas quem se sente acompanhado num mar de gente estranha e desconhecida que ainda por cima se move com tal rapidez e destreza que mal reparamos neles? Julgo que ninguém. A conclusão que tiro de tudo isto é que se se sentirem sozinhos não devem procurar um local deste género. Aqui ficam alguns conselhos:
* Uma caminhada até á praia;
* Ler um bom livro;
* Seguir uma série de televisão;
* Um jogging;
* Andar de bicicleta;
* Falar com os vizinhos;
* Brincar com animais.

segunda-feira, 14 de junho de 2010





Retiro Espiritual



Retiro Espiritual

É isto, é destas duas palavras que todos, de quando em vez, necessitamos. De um break na nossa vidinha mundana e de dar uma “escapadinha” para longe dos trabalhos, preocupações e stress (esse inimigo número um da sociedade actual que tão bem todos nós conhecemos) …
Dois ou três dias fora do local onde residimos habitualmente poderá ser uma óptima forma de fugirmos á rotina e também recarregarmos baterias para mais alguns meses de trabalho árduo, até às tão desejadas férias.
Quem não gosta de se perder em ruas quase todas “iguais”, de ouvir falar numa língua diferente, de tentar comunicar (mesmo até quando não sabe sequer dizer olá ao interlocutor), de entrar naquelas lojinhas tão típicas que todas as cidades de todo o mundo têm, as lojinhas de recordações? Quem não gosta de passear ao sol, á chuva, com calor ou com frio, mas passear num local onde antes nunca esteve? Até o simples facto de nos perdermos nos faz rir, nos dá graça, nos dá vontade de nem tentar encontrar o caminho e apenas vaguear, vaguear até que o nosso estômago nos lembre que tem fome, pois os nossos olhos e cérebro estão tão embrenhados na beleza das paisagens, monumentos e afins que nem tempo têm para pensar numa necessidade que é básica, parar para comer qualquer coisa…
A nossa vida dá tantas voltas, a grande maioria delas completamente inesperadas, porque não aproveitar quando as oportunidades nos surgem? Não pensar duas vezes e seguir os primeiros instintos, de vez em quando, pode ser muito proveitoso…

Arrisquem mais vezes :)




terça-feira, 18 de maio de 2010




Desabafos

Já alguma vez te deparas-te com uma situação limite? Uma situação em que tens de escolher entre ti e os outros, em que deves pensar seriamente nas tuas prioridades… Quem escolherias?
Eu escolho-me a mim, pode parecer egoísta, eu sei, mas egoísta é coisa que não sou, mesmo nada. Gosto de partilhar as minhas emoções, afectos, sentimentos, gosto até de ser assim metade emocional, metade racional… Sou feliz riu, riu muito, dou gargalhadas estridentes, se estou infeliz choro, sem pudor de ser vista por quem quer que esteja por perto. Em simultâneo tenho os pés assentes na terra e sou do mais racional possível, por vezes contrario até os meus próprios sentimentos, em prol do que está correcto. Descobri, ás uns tempos, que a vida também deve conter algum risco, alguma adrenalina… A sensação de que embora proibido, é aquilo que queremos fazer. Tendo em conta as possíveis advertências esperadas e inesperadas, avanço, sem medo. Se me arrependi? Bem, tenho de pensar que o que fiz ou estou prestes a fazer é consciente, portanto… siga! Mais vale arrependermo-nos do que fazemos, do que daquilo que nunca chegámos a fazer (sim porque nos vai atormentar para o resto da nossa existência… bom estou a exagerar, tenho esta veia pseudo drámatica, talvez totalmente dramática, qui ça?!)
Vivi a maioria dos anos da minha vida como uma rapariga pacifica, muito recata, um pouco tímida até, em alguns aspectos. Entretanto mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, ou melhor, neste caso seria: muda o corpo e muda a mentalidade. As hormonas falam alto, a maioria das vezes não as quis ouvir, até que tive de ceder a esta sensação de adrenalina, ao proibido, ao desejável mas inatingível, graças á tal parte racional…
É aí que sabes que és uma mulher a sério, já não tens receio de dizer o que pensas, por vezes és até demasiado frontal o que pode e, muitas vezes, choca os outros. É certo que todos gostamos de dizer que queremos lidar com pessoas frontais, mas é certo também que por vezes se tornam incovenientes, não será verdade? Gosto de ser como sou, gosto de ser eu própria, ás vezes solitária, ás vezes acompanhada, mas sempre fiel a mim mesma.

Ah e já agora… Felicidades a todos os finalistas do país!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Um dia dos diabos…

Pensei que conseguia, mas não dá, não resisto… Tenho de por isto em escrita e não só em forma de pensamentos…Tem de ser já!
Sabem aqueles dias em que sentem que fizeram mil e uma coisas, se sentem exaustos no fim do dia, com uma dor horrorosa no fim da coluna vertebral, mas mesmo assim pensam: “Nah! Eu tenho tempo para mais isto, só mais isto, depois deito-me!” é aquele sentimento do dever cumprido, sabem? Ai está aquilo que melhor define o meu estado de espírito hoje: dever cumprido! Entre todo o trabalho diário que costumo ter, acrescentando mais algum de intensa pesquisa, uma visita a um lar de terceira idade, onde me arrepiei de cima a baixo por conseguir fazer sorrir aqueles pobres velhotes que ali estão todo o santo dia e pelos quais ninguém nada, ou muito pouco, faz… Se vissem a forma como ao inicio nos olharam meio “de banda”, com alguma desconfiança (de compreender, de resto) quando os tentámos levar para a roda de pares onde estávamos a dançar… Aceitaram o nosso convite duas amáveis senhoras, no fim da animação pelos menos eram 6, o sentimento com que fico é o de dever cumprido, sem dúvida! É sinónimo de ter feito um bom trabalho, enquanto animadora, é sinónimo de felicidade para cada um dos participantes… E se eles bem precisavam de participar neste tipo de coisas mais vezes, viver num lar é muito MUITO triste… Cada vez mais me convenço que quem lá “deposita” os seus entes queridos, considera-os tudo menos isso, queridos!
A minha noite também teve a ver com causas nobres, desta vez foi a vez de um grupo muito especial, vi um evento totalmente feito por pessoas com deficiência física. Sabem uma coisa? Percebi que os deficientes somos nós, os ditos “normais” e sabem porquê? Porque ao não olharmos com os mesmos olhos para cada pessoa com deficiência estamos a ser tudo menos normais! Imaginam o amor que cada pessoa deficiente nos pode transmitir? O mesmo que qualquer um dos tais do grupo “normal”. Á que parar de ignorar esta realidade, tentar viver com ela, apoiando este tipo de pessoas que são pessoas muito, mas MUITO especiais! Todo o ser humano está unido por várias coisas, entre elas os sentimentos. Quando olharem a próxima vez para uma pessoa com deficiência pensem bem se não estarão a ser vocês mesmos os diferentes, ao nem sequer a tratarem como tratariam uma pessoa “normal”… Se formos bem BEM ao fundo da questão vão perceber que além de diferentes uns dos outros, somos todos deficientes, sim, TODOS! Sabiam que ter um braço maior que outro é uma deficiência? Ter um mísero distúrbio na fala, como os popularmente chamados de “sopinhas de massa” também o é, tal como usar óculos, aparelho nos ouvidos… Isto tudo são carências do nosso corpo, ou diferenças, não seremos todos uma cambada de hipócritas cretinos que teme em fechar os olhos para uma realidade que está aí, á vista de todos?
Esta noite chorei, ri, mas acima de tudo senti que o importante é estar vivo e dar valor a todas as minhas capacidades, afinal de contas estou viva, não interessa se tenho ou não uma deficiência (se formos a pensar bem, se não a tiver mais motivos tenho para tentar viver melhor ainda!...)
Da próxima vez que se sintam em baixo pensem nisto.

TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS!



Motivação…

Palavra complexa, difícil, quase impossível quando se toca na apatia… E como se faz para se encontrar a motivação, afinal?
Ignorar apenas o que está errado na nossa vida e seguir em frente? Resposta errada! Esta é a resposta e, em simultâneo, a atitude mais fácil de tomar, mas á que mudar!....
Que tal começar o dia logo bem cedo, dormir apenas as tais 8 horas que vêem nos manuais e são aconselhadas por médicos e enfermeiros? Julgo que por aqui já começamos a descortinar um pouco da resposta correcta…
Um bom pequeno-almoço, pensamentos positivos, algo de bom e diferente para fazer, todas as manhãs, por nós próprios. Este aspecto é fulcral amigos, por nós próprios, sim porque ninguém me pode conseguir motivar se eu não tiver a vontade de fazer algo, ok que essa vontade ás vezes dorme, a maioria das vezes talvez, mas cabe a cada um de nós acordá-la.
Ter um objectivo em mente para quando nos levantamos da cama, ter objectivos, este é outro ponto fundamental. Se não á trabalho, não á escola, não á cão para passear, não á gato para mimar, saímos lá para fora e corremos, ou andamos, de acordo com a capacidade de cada um. O mais importante é sentirmos que estamos VIVOS e estamos AQUI e já repararam… NÃO SABEMOS ATÉ QUANDO! Quando saí de um minimercado daqueles tradicionais, (dos poucos que ainda conseguimos encontrar neste mundo de grandes superfícies), á umas semanas, a simpática senhora que está sempre por trás do balcão diz-me com um ar simpático “até manhã se Deus quiser”… Já repararam bem, verdadeiramente bem, no significado desta expressão? Ao fim ao cabo não é uma questão de crença ou não no Senhor que lá está ou não em cima a olhar por todos nós, não, é uma questão de tempo… E o nosso é tão efémero… Porque não aproveitar para sermos felizes hoje?
Saiam de casa com a cabeça erguida, levem uns phones nos ouvidos com boa música, basta para isso que passe rádio no vosso telemóvel, sintam a pele a arrepiar com cada batida de uma música que apreciem… Ou então saiam e disponham-se a dar os bons dias aos outros. Experimentem fazer um enorme sorriso quando por alguém passarem, verão que terão tantos sorrisos em troca que quando voltarem a casa, no fim do passeio, o sentimento de alegria será o que mais vai pesar…

“Não se limite a si mesmo. Muitas pessoas limitam-se àquilo que pensam poder fazer. Você apenas consegue ir até onde a mente permitir. No que acreditar, lembre-se, consegue atingir”
Mary Kay Ash

“O ponto de viragem, penso, foi quando eu percebi que podes fazê-lo por ti mesmo. Tens de acreditar em ti, porque às vezes és a única pessoa que acredita no teu próprio sucesso”
Tim Blixseth

“Apesar do seu medo, faça o que tem de fazer”
Chin-Ning Chu

“O empenhamento que eu mais encontro nas pessoas que têm melhores performances em qualquer profissão é a paixão por aquilo que fazem, um desejo pela excelência naquilo que pensam e no trabalho que desempenham. A confiança verdadeira é o que os tira da cama de manhã e os leva durante o dia todo com o passo acelerado”
Jim Collins

Ás vezes temos tendência a desviar-nos do nosso rumo, do nosso caminho… Mas quando voltamos, depois de algumas amolgadelas no ego no coração e na cabeça, mais maduros até compreendemos que deveríamos ter passado por tudo o que passámos e ter feito tudo o que fizemos…

SEJAM LOUCA E GENUINAMENTE FELIZES!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Pensamentos...


Para reflectirmos...

«Ter um amigo é uma coisa sagrada para qualquer homem ou mulher; um amigo é uma alma humana em que podemos confiar totalmente; é alguém que conhece o melhor e o pior de nós, e que nos ama apesar dos nossos defeitos; é alguém que diz apenas a verdade sobre nós, ao passo que todos os outros tentam apenas bajular-nos e rir-se de nós pelas costas; é alguém que nos dá conselhos e reprimendas nos dias de prosperidade e de auto-estima; mas é também alguém que nos consola e encoraja nos dias de infortúnio e mágoa, quando todos os outros nos abandonam e ficamos a batalhar sozinhos.»- Charles Kingsley

Abraços grátis precisam-se…

Já alguma vez teve o prazer de distribuir abraços grátis?
Sim, o prazer, como descreveria eu melhor o sentimento de abraçar outrem se não por prazer? Seria incapaz de arranjar uma palavra que melhor se encaixasse no sentimento que me invade todo o corpo quando abraço com vontade alguém…
A título curricular, numa manhã de breu, sai por ai a distribuir abraços grátis que primeiramente causavam espanto e depois agrado a todos aqueles com quem me cruzei. Alguns respondiam positivamente ao estímulo do cartaz que eu levava nas mãos e abraçavam-me prontamente, outros por seu lado fugiam de mim… Fugiam do quê pergunto eu? Do medo da exposição, do medo do ridículo, do medo de si próprios talvez… Abraçar é um gesto tão simples, grátis (o que é um factor com elevada relevância nos dias de crise que se vivem), meigo, amigo e genuíno. Abraçar é uma das coisas que mais gosto de fazer às pessoas que amo verdadeiramente, existirá melhor forma de dizer a alguém que a amamos do que abraça-la?
Nunca tenho receio de receber um abraço acabrunhado de volta e acontece-me algumas vezes, contudo sempre que tenho a espontaneidade de abraçar alguém é porque realmente o desejei… Não temo a rejeição como acho que ninguém deveria temer.
Ouve vários abraços que recebi ao longo dos anos e alguns mais especiais ficaram na memória: o abraço de despedida de alguém que partiu para muito longe e com quem certamente nunca mais me cruzarei, o abraço na chegada de alguém após uma longa separação, o abraço maternal de alguém que me dá tanto amor como se de uma mãe se tratasse e o abraço melhor do mundo, o da minha querida avó que amo e estimo como o bem mais precioso que tenho.
Por todos estes motivos e mais alguns, abraçar devia ser algo banal e que fizéssemos com mais frequência, até os nossos corações se encheriam de um amor ainda maior…

Abracem, abracem muito todos os que amam e estimam e acima de tudo sejam felizes!


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Vejam só o que descobri hoje...

Hoje descobri que as cores dizem muito a nosso respeito, ora vejam de acordo com a vossa cor de eleição se bate ou não certo com o vosso estado de espírito:

*O preto está associado à ideia de morte, luto ou terror, no entanto também se liga ao mistério e à fantasia, sendo hoje em dia uma cor com valor de uma certa sofisticação e luxo. Significa também dignidade.

*O branco associa-se à ideia de paz, de calma, de pureza. Também está associado ao frio e à limpeza. Significa inocência e pureza.

*O cinzento pode simbolizar o medo ou a depressão, mas é também uma cor que transmite estabilidade, sucesso e qualidade.

*O Bege é uma cor que transmite calma e passividade. Está associada à melancolia e ao clássico.

*O Vermelho é a cor da paixão e do sentimento. Simboliza o amor, o desejo, mas também simboliza o orgulho, a violência, a agressividade ou o poder.

*O Vermelho escuro significa elegância, requinte e liderança.

*O Verde significa vigor, juventude, frescor, esperança e calma.

*O Verde-escuro está associado ao masculino, lembra grandeza, como um oceano. É uma cor que simboliza tudo o que é viril.

*O Verde-claro significa contentamento e protecção.

*O Amarelo transmite calor, luz e descontracção. Simbolicamente está associado à prosperidade. É também uma cor energética, activa que transmite optimismo. Está associada ao Verão.

*O Laranja é uma cor quente, tal como o amarelo e o vermelho. É pois uma cor activa que, significa movimento e espontaneidade.
O Azul é a cor do céu, do espírito e do pensamento. Simboliza a lealdade, a fidelidade, a personalidade e subtileza. Simboliza também o ideal e o sonho. É a mais fria das cores frias.

*O Azul-escuro, é considerada uma cor romântica, talvez porque lembre a cor do mar, no entanto é uma cor que se associa a uma certa falta de coragem ou monotonia.

*O Azul claro significa tranquilidade, compreensão e frescura.

*O Castanho é a cor da Terra. Esta cor significa maturidade, consciência e responsabilidade. Está ainda associada ao conforto, estabilidade, resistência e simplicidade.

*O Roxo transmite a sensação de tristeza. Significa prosperidade, nobreza e respeito.

*O Lilás, significa espiritualidade e intuição.

*O Rosa significa beleza, saúde, sensualidade e também romantismo.

*O Rosa claro está associado ao feminino. Remete para algo amoroso, carinhoso, terno, suave e ao mesmo tempo para uma certa fragilidade e delicadeza. Está ainda associado à compaixão.

*O Salmão está associado à felicidade e à harmonia.

*O prateado ou cor prata é uma cor associada ao moderno, às novas tecnologias, à novidade, à inovação.

*O Dourado ou cor ouro está simbolicamente associado ao ouro e à riqueza, a algo majestoso.