Sim, o prazer, como descreveria eu melhor o sentimento de abraçar outrem se não por prazer? Seria incapaz de arranjar uma palavra que melhor se encaixasse no sentimento que me invade todo o corpo quando abraço com vontade alguém…
A título curricular, numa manhã de breu, sai por ai a distribuir abraços grátis que primeiramente causavam espanto e depois agrado a todos aqueles com quem me cruzei. Alguns respondiam positivamente ao estímulo do cartaz que eu levava nas mãos e abraçavam-me prontamente, outros por seu lado fugiam de mim… Fugiam do quê pergunto eu? Do medo da exposição, do medo do ridículo, do medo de si próprios talvez… Abraçar é um gesto tão simples, grátis (o que é um factor com elevada relevância nos dias de crise que se vivem), meigo, amigo e genuíno. Abraçar é uma das coisas que mais gosto de fazer às pessoas que amo verdadeiramente, existirá melhor forma de dizer a alguém que a amamos do que abraça-la?
Nunca tenho receio de receber um abraço acabrunhado de volta e acontece-me algumas vezes, contudo sempre que tenho a espontaneidade de abraçar alguém é porque realmente o desejei… Não temo a rejeição como acho que ninguém deveria temer.
Ouve vários abraços que recebi ao longo dos anos e alguns mais especiais ficaram na memória: o abraço de despedida de alguém que partiu para muito longe e com quem certamente nunca mais me cruzarei, o abraço na chegada de alguém após uma longa separação, o abraço maternal de alguém que me dá tanto amor como se de uma mãe se tratasse e o abraço melhor do mundo, o da minha querida avó que amo e estimo como o bem mais precioso que tenho.
Por todos estes motivos e mais alguns, abraçar devia ser algo banal e que fizéssemos com mais frequência, até os nossos corações se encheriam de um amor ainda maior…
Abracem, abracem muito todos os que amam e estimam e acima de tudo sejam felizes!
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