sábado, 30 de outubro de 2010

O Verdadeiro Gesto de Amor


"Aquilo que de verdadeiramente significativo podemos dar a alguém é o que nunca demos a outra pessoa, porque nasceu e se inventou por obra do afecto. O gesto mais amoroso deixa de o ser se, mesmo bem sentido, representa a repetição de incontáveis gestos anteriores numa situação semelhante.O amor é a invenção de tudo, uma originalidade inesgotável. Fundamentalmente uma inocência..."
(Fernando Namora)

1 comentário:

Anónimo disse...

Encontrei o seu blog de passagem e tenho que dizer que discordo de Fernando Namora. penso que podemos ter várias relações ao longo da vida, amorosas ou não, e que podemos porventura repetir alguns gestos. Um abraço de uma ex-amante não poderá nem deverá ser comparado ao abraço que damos a uma nova!
Apesar da reinvenção do amor, certas coisas repetir-se-ão sempre. Não poderemos ter dito "amo-te" a alguém do passado e dizê-lo novamente a alguém do futuro, talvez ainda mais apaixonadamente e com mais certezas? Penso que sim, que é possível!
De qualquer modo, no amor há sempre espaço para primeiras vezes... Tento muitas vezes que as actividades que realizo com a minha actual companheira sejam diferentes das que realizei no passado com outras pessoas... Há sempre espaço para a reinvenção, tornando uma nova relação especial e única... Mas o modo como expressamos o nosso afecto será sempre semelhante em certos pormenores...